O título não é meu. É do jornalista Antero Greco, chamando o seguinte comentário:
O Palmeiras desde ontem está sob nova direção. Arnaldo Tirone, o filho, venceu com facilidade a corrida presidencial que manteve com Salvador Palaia e Paulo Nobre, representantes de uma Situação dividida. O novo mandachuva do Palestra teve as bênçãos de cardeais influentes como Carlos Facchina, Alfonso Della Monica e sobretudo Mustafá Contursi. Ungido, portanto, por enorme ala conservadora de um clube ultraconservador, que tem dificuldade de lidar com a modernidade, perde espaço e parece não se dar conta disso. O sofrimento fica para a torcida.
O Palmeiras desde ontem está sob nova direção. Arnaldo Tirone, o filho, venceu com facilidade a corrida presidencial que manteve com Salvador Palaia e Paulo Nobre, representantes de uma Situação dividida. O novo mandachuva do Palestra teve as bênçãos de cardeais influentes como Carlos Facchina, Alfonso Della Monica e sobretudo Mustafá Contursi. Ungido, portanto, por enorme ala conservadora de um clube ultraconservador, que tem dificuldade de lidar com a modernidade, perde espaço e parece não se dar conta disso. O sofrimento fica para a torcida.
Se de fato é palestrino da estirpe do pai, com quem convivi muito nos meus tempos de repórter, Tirone não pode agir como fantoche. Que seja democrático e ouça seus simpatizantes. Que peça opiniões, ideias e delegue poderes e responsabilidade. Porém, espero que seja líder, atrevido, independente e sobretudo honre a quase centenária história do clube.
O Palmeiras se fez grande e respeitado com o futebol, com seus esquadrões. A tarefa de Tirone não deve limitar-se a cuidar de piscinas e de uma sede em zona valorizada da cidade. Sua missão é a de resgatar a vocação de grandes conquistas, a maior riqueza alviverde. Mas dá medo a conversa de “pés no chão”.
Essa é a dúvida que assola 9 a cada 10 palestrinos. Qual caminho seguirá Tirone? Trairá a lembrança de seu pai ou dará um chute nos fundilhos gordos de Jabba, The Hutt?
A minha razão, em um primeiro momento, mostrava-me o caminho da sabedoria popular: "diga-me com quem andas e eu te direi quem és"! Porém, minha paixão pelo Palmeiras me obriga dar ao presidente eleito o benefício da dúvida!
Assim, para impedir que a desesperança assuma completamente meu Coração Palmeirense, aguardarei um pouco mais antes de cravar que "Pituca é um fantoche do Horrendo".
ps: somente o texto já valeria a referência. No entanto, também por questões sentimentais, linko aqui mais um excepcional texto do Forza Palestra: "O retorno do nefasto".
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