sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

É o que desejo aos amigos que visitam o Coração Palmeirense, com muita saúde e sucesso.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Apesar dos carcamanos ...



Clique na imagem acima para ampliar visualização e clique aqui para conferir matéria no Site Oficial da SEP.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

As finanças da SEP (parte 2)

Demonstrei, no post anterior, que a SEP, sob o comando de Mustafá, Della Mônica e Belluzzo, gastou mais, ou melhor, gastou muito mais do que recebeu. Com exceção do ano de 2004, todos os demais anos da atual década foram deficitários - como indicam os balanços do Palmeiras no ítem "Demonstração do Resultado do Exercício" (DRE).

Imagine você, caro leitor, se durante anos seguidos, suas contas pessoais fossem negativas, i.é., imagine que você, ano após ano, gastou mais do que recebeu! Certamente, você estaria "quebrado" ... deveria para familiares, bancos ou agiotas, seu patrimônio estaria comprometido, não teria crédito no mercado financeiro, os credores estariam batendo em sua porta e por aí vai.

E o Palmeiras? Como sobrevive com os seguidos e vultuosos deficites em suas contas?

A SEP, em 2000, ano no qual a parceria com a Parmalat terminou, era superavitária e possuia dinheiro em seu caixa, i.é., possuia recursos aplicados em investimentos no mercado financeiro. Apesar de não auditado, o balanço da SEP relativo ao exercício de 2000 foi superavitário em R$ 63.538.907,00! O ativo circulante da SEP caracterizava-se pela existência de R$ 25.569.774,00 de dinheiro disponível (R$ 970.419,00 de saldo positivo em contas bancárias e R$ 24.599.355,00 aplicados no mercado financeiro). O ativo circulante da SEP, em 2000, também indicava a existência de R$ 16.926.942,00 em títulos a receber (direitos federativos, i.é., os antigos "passes") e R$ 2.338.006,00 em créditos a receber. O Capital de Giro Líquido (CGL)* (vide explicação sobre esse conceito no final do post) era de R$ 38.373.324,00.

O futebol do Palmeiras encerrou o período 1993/2000 vencedor de várias disputas estaduais, regionais, nacionais e internacionais. A torcida palmeirense estava feliz e orgulhosa. A situação política no clube não era crítica. A SEP era superavitária e possuia enorme liquidez. O melhor dos mundos. Sob o comando de pessoas capazes e competentes, o "céu seria o limite"!

Como a situação pode deteriorar-se tão fortemente? Como o clube chegou aos "portões do inferno"?

Nos anos 90, o Palmeiras beneficiou-se financeiramente da parceria com a Parmalat e, assim, conseguiu acumular expressivos recursos financeiros. Mustafá, devido à co-gestão, "engordou" o caixa da SEP durante anos seguidos e quando a perceria terminou, em 2000, o ex-presidente parecia pilotar o Palmeiras em confortável céu de brigadeiro. No entanto, eram apenas aparências. Além de fracassar no futebol, Mustafá passou a gastar mais do que recebia. A "gordura" começou a derreter-se.

Os balanços da SEP entre os anos 2001 e 2009 mostram que o Capital de Giro Líquido que era positivo em 2000, começou a diminuir em 2001, nos anos seguintes pulverizou-se e, em 2006, torna-se negativo. Situação que agrava-se anualmente até 2009.

Vejamos a variação do Capital de Giro Líquido (CGL), demonstrado nos balanços da SEP, entre os anos de 2001 e 2009 (em reais):

2001:  25.473.330
2002:  19.654.855
2003:  18.094.459
2004:  27.452.668
2005:  7.824.554
2006:  (22.087.181)
2007:  (30.093.016)
2008:  (34.167.196)
2009:  (61.560.536)

obs: os valores entre colchetes e em vermelho são negativos.

A análise da variação do Capital de Giro Líquido da SEP entre 2001 e 2009 mostra:

1. Nos anos de 01, 02 e 03 ocorreu redução no CGL. Nesses anos, sob o comando de Mustafá, o Palmeiras gastou mais do que faturou. Assim, os seguidos deficites provocaram a redução do CGL. A gordura que Mustafá acumulou durante os tempos de parceria com a Parmalat foi utilizada pelo ex-presidente para bancar o prejuízo ocorrido.

2. O ano de 2004 é atípico. Trata-se do único ano no qual a SEP apresentou superávit e aumento do CGL. Foi o último ano de Mustafá no comando do Palmeiras e o ex-presidente sempre afirma que deixou dinheiro em caixa. É fato, como demonstra o balanço da SEP. Mustafá caracterizou-se por uma gestão financeira conservadora e de baixo risco. Mas, o que mudou em 2004 quando comparamos com os três anos anteriores? Quem pensou na venda de Vagner Love para o futebol russo e de Edmílson para o futebol japonês ... acertou! Em junho de 2004, Vagner Love foi vendido para o CSKA de Moscou, por US$ 7,5 milhões. Dinheiro em cash que alavancou o caixa da SEP. Também, em 2004, Edmílson foi vendido para o Albirex Nigata do Japão por US$ 3 milhões, valor lançado no balanço de 2004, conforme nota explicativa existente no balanço, em títulos a receber em moeda estrangeira e creditado no ativo circulante. Os dois jogadores, oriundos da base e que despontaram na Série B do Campeonato Brasileiro de 2003, renderam R$ 27.825.000,00 em 2004. A venda de ambos determinou o resultado superavitário ocorrido naquele ano (R$ 8.772.280,00) e contribuiu para a variação positiva do CGL em R$ 9.358.209,00 a mais que o ano anterior. Caso Mustafá optasse pela manutenção de ambos os jogadores no elenco em 2004, certamente, o resultado do balanço da SEP seria bem diferente. Grosso modo, nesse caso, o DER de 2004 seria deficitário em R$ 19.000.000,00 e o CGL seria fortemente impactado e tornaria-se negativo. A conclusão é uma só: Vagner Love e Edmílson salvaram financeiramente a gestão de Mustafá em 2004 e o ex-presidente só arrota competência na gestão financeira pois vendeu dois valorosos jogadores do Palmeiras. Assim, Mustafá dissimula sua incompetência na gestão da SEP entre 2001 e 2004, pois acumulou deficites, conduziu o Palmeiras à série B do Brasileiro e escondeu sua péssima gestão financeira "vendendo" Vágner Love e Edmílson.

Penso que os primeiros quatro anos após o término da co-gestão Palmeiras/Parmalat foram determinantes para o início de decadência financeira da SEP. Mustafá tinha tudo a seu favor para alavancar o clube, especialmente o futebol profissional. Com dinheiro em caixa, sem a excessiva pressão por conquistas de títulos e sem oposição forte, caso Mustafá, ao invés de optar pela perdedora política do "bom e barato", optasse pela profissionalização da gestão do futebol, pela modernização do CT, pelo investimento e gestão responsável das categorias de base do futebol, pela exploração da marca Palmeiras, por ações de marketing vigorosas, por um programa de sócio-torcedor eficiente,  teria conduzido o Palmeiras para outra década vencedora, como ocorreu nos anos 90 com a parceria da Parmalat, mas, dessa vez, alicerçado em sólidas e vigorosas ações da própria SEP. Apesar de imenso fisicamente, Mustafá mostrou-se pequeno como gestor. Tinha em suas mãos uma oportunidade ímpar, diria que uma oportunidade de ouro, para transformar a SEP em uma potência futebolística, tanto nacional quanto internacionalmente. Mas, Mustafá e seus aliados são pessoas sem visão de futuro. São péssimos gestores! Mustafá foi a pior desgraça que poderia ter acontecido ao Palmeiras. Tanto pelas coisas ruins que fez, quanto, principalmente, pelas coisas boas que poderia ter feito e não fez. Um personagem medíocre que o tempo, grande senhor da razão, saberá revelar.

Se a gestão financeira de Mustafá entre os anos de 2001 e 2003 foi ruim, já sinalizando para o início da decadência financeira da SEP, a gestão de Della Monica (presidente entre 2005 e 2008) foi desastrosa! Sob o comando de Della Monica, o Palmeiras quebra financeiramente, pois passa a apresentar CGL negativo e, também, passa a buscar dinheiro em instituições bancárias para equilibrar o fluxo de caixa, endividando-se progressiva e exponencialmente!

No próximo post, mostrarei como Della Monica destruiu as finanças da SEP.

(*) Capital de Giro Líquido (CGL), também chamado de Capital Circulante Líquido, é um dos principais indicadores utilizados na análise da liquidez de uma empresa. Aponta a capacidade que a empresa possui para pagar suas obrigações de curto prazo. A liquidez refere-se à solvência da situação financeira global da empresa, i.é., a capacidade que a empresa possui para pagar suas contas. Uma administração ineficiente do Capital de Giro poderá afetar de maneira dramática o Fluxo de Caixa da empresa resultando na incapacidade da empresa pagar suas contas! O CGL é calculado a partir do balanço da empresa e constitui na diferença numérica entre os valores correspondentes ao Ativo Circulante e o Passivo Circulante.
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sábado, 18 de dezembro de 2010

As finanças da SEP (parte 1)

O grupo constituído por aproximadamene 300 conselheiros carcamanos que comandou a SEP, apoiado por outras centenas de sócios que mantém o statu quo no clube, durante a atual década, fracassou na gestão do futebol profissional do Palmeiras. Uma década perdida que trouxe muita tristeza e raros momentos de alegria para os milhões de corações palmeirenses. Mustafá, Della Mônica e Belluzzo judiaram - com requintes de crueldade - dos torcedores do Palmeiras. Não há desculpas. Não há perdão. Nada justifica tamanha incompetência. Há alguns dias dei nota zero ao presidente Belluzzo. Os ex-presidentes Mustafá e Della Mônica também merecem a mesma nota. Não estou julgando o caráter, nem a "palestrinidade", tampouco as intenções dos três. Julgo apenas a capacidade demonstrada na condução da SEP.

Não foram vencedores e tampouco foram bons gestores financeiros. A mídia esportiva divulga há vários anos - dia sim e outro também - a crise financeira da SEP. O Palmeiras atrasa o pagamento dos jogadores, possuí enorme dívida bancária e não tem um mísero real para contratar qualquer reforço para o clube. A última notícia revela que o Palmeiras deve 12 milhões de reais para a ... Traffic! A cada dia surge uma nova e péssima informação sobre as finanças do clube. Confesso que passei a ter receio de ler as notícias sobre o Palmeiras. É uma pancada nova a cada dia. O nojo que revelei sentir pelos carcamanos da SEP aumenta diariamente. As finanças da SEP são uma caixa preta que deixa escapar regularmente a podridão que existe no clube.

A nebulosa situação financeira da SEP tornou-se motivo de críticas ácidas desferidas por Mustafá e por manifestações tranquilizadoras de Belluzzo que, assim, procura minimizar o problema. Mas, qual é realmente o tamanho do buraco? Qual é a dívida do Palmeiras? E, será mesmo que Mustafá não tem nada a ver com isso?

O meu conhecimento sobre orçamento, finanças e contabilidade é limitado. Mesmo assim, procurei pesquisar a respeito e fui "olhar" os balanços da SEP de 2001 até 2009. Em todos os balanços há um quadro denominado "Demonstrativo do superávit/déficit do exercício encerrado" que demonstra as receitas e despesas operacionais e financeiras. Trata-se da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Pois bem, o resultado é estarrecedor. Apenas o ano de 2004 aponta a ocorrência de superávit (R$ 8.772.289,00). Em todos os demais oito anos o resultado é deficitário. Os valores são os seguintes (em reais):

2001:      (368.733)
2002: (11.719.031)
2003: (15.253.905)
2004:    8.772.280
2005:   (5.054.548)
2006: (37.243.882)
2007: (24.188.794)
2008:   (9.453.245)
2009: (41.213.937)

obs: valores demonstradas entre colchetes e em vermelho são negativos, i.é., deficitários.

Ou seja, Mustafá, Della Mônica e Belluzzo provocaram seguidos deficites que determinaram, cumulativamente, a dívida que atualmente "sufoca" a SEP. Os três, além de incapazes no comando do futebol profissional, provocaram a "crise financeira" da SEP. Foram incompetentes na gestão do futebol e incompetentes na gestão financeira.

Uma questão interessante é analisar o grau de responsabilidade de cada um deles. Porém, essa resposta não significa a simples comparação dos valores apontados acima. Qualquer pessoa que já leu um pouco sobre finanças sabe que há um conceito que afirma que o valor do dinheiro relativo ao tempo é mutável. Ou seja, o valor de R$ 1,00 em dezembro de 2009 é diferente do valor de R$ 1,00 em dezembro de 2001, de 2002, de 2003 e, assim, seguidamente.

Portanto, para tornar possível comparações entre os resultados obtidos por Mustafá, Della Monica e Belluzzo faz-se necessário ajustar os valores observados no resultado dos balanços da SEP. Utilizei, como exercício de cálculo, a correção monetária efetuada pela atualização dos valores para dezembro de 2010 baseada na "Tabela de Taxa de Juros Selic - Acumulados". Não é um cálculo preciso, no entanto, ao atualizar e corrigir os valores, permite uma comparação mais realista e adequada. Outras metodologias podem ser usadas, mas, certamente, os valores seriam aproximados. Os resultados são os seguintes (valores em reais):

2001: (839.549)
2002: (24.609.965)
2003: (28.805.474)
2004: 15.237.450
2005: (7.892.171)
2006: (52.890.036)
2007: (31.629.267)
2008: (11.243.640)
2009: (45.104.533)

O déficit operacional e financeiro acumulado é de R$ 187.777.185,00 e a participação de cada um dos presidentes foi a seguinte:

Mustafá: R$ 39.017.538,00 = (20.78 %)
Della Monica (sem o Muda Palmeiras, ainda aliado de Mustafá): R$ 60.782.207,00 = (32.37 %)
Della Monica (com o Muda Palmeiras, já rompido com Mustafá): R$ 42.872.907,00 = (22.83 %)
Belluzzo: R$ 45.104.533,00 = (24.02 %)

Ou seja, quem contribuiu com os maiores valores pelo déficit acumulado foi o senhor Della Monica. Cabe a ressalva que seus quatro anos como presidente da SEP foram divididos em duas etapas: o biênio 05/06 sem o apoio do grupo Muda Palmeiras e o biênio 07/08 com o apoio do citado grupo e rompido com Mustafá.

Portanto, grosso modo, podemos concluir que tanto Mustafá & aliados quanto Belluzzo & aliados contribuíram quase que igualmente para o déficit acumulado nos nove primeiros anos da atual década perdida e ... endividada da SEP. Trata-se de demonstração cabal de que os dois grupos políticos de carcamanos que conduziram o Palmeiras na atual década foram incompetentes nos resultados obtidos no futebol profissional e péssimos gestores financeiros.

E o pior de tudo é que nenhum deles quer "largar o osso". Acusam-se mutuamente e degladiam-se pelo poder.

Que organização manteria como executivos um grupo de pessoas que, durante nove anos, além de não atingir sucesso, endivida a empresa, ano após ano? Seguramente, excetuando-se a SEP, nenhuma.

Cabe ressaltar que a comparação isolada dos valores apontados pelos DREs é superficial e, assim, sujeita a erros de avaliação. Uma análise mais apurada e realista necessita, obrigatoriamente, entre outros aspectos, que se promova a inserção da organização no contexto do mercado em cada ano analisado, a análise interna das decisões tomadas pela organização e a comparação da evolução dos resultados ao longo do tempo. É o que pretendo fazer e comentar brevemente aqui no blog.
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domingo, 12 de dezembro de 2010

O Novo, O Velho e O Fantoche

Alguns se lembrarão do filme italiano produzido em 1966, dirigido pelo cineasta Sergio Leone e estrelado por Clint Eastwood, chamado "Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo". Na tradução para o inglês ficou como "The Good, The Bad and The Ugly", ou seja, "O Bom, O Mau e O Feio". Trata-se de um dos melhores western spaghetti, dos inúmeros que assisti, no qual três pistoleiros, durante a Guerra Civil Americana, buscam por um tesouro enterrado em um cemitério. Cada personagem conhece apenas uma das partes do mapa e, assim, muitos conchavos, trapaças e traições ocorrem entre eles na busca pelo tesouro. Ainda garoto assisti ao filme e gostei muito, especialmente da cena final quando os três se enfrentam sob intensa trilha sonora - escrita pelo maestro, compositor e arranjador italiano Ennio Morricone - que ainda hoje gosto de assoviar. Confira, clicando aqui.



Bem, nos últimos dias, sempre que leio alguma coisa sobre a disputa pela presidência da SEP, me recordo deste excepcional filme. No Palmeiras, a disputa pelo poder envolve, no momento, três principais personagens: "O Novo, O Velho e O Fantoche". No filme, "O Mau se deu mal". No Palmeiras, ao que tudo indica "O Fantoche se dará bem"!

E o torcedor palmeirense, infelizmente, tal qual um expectador de filmes, só pode assistir a briga dos carcamanos na SEP e ... torcer pelo final.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Arena & Cartunistas

Como sou um torcedor otimista, havia me programado para "folgar" nos dias de ontem e hoje com o propósito de acompanhar o Palmeiras na partida final da CSA 10. Como deu merda, para não perder a tarde de folga apenas derrubando uma cervas, resolvi conhecer a maquete da Arena Palestra Itália exposta na antiga "barbearia do Mustafá" - sim, tinha um quadrinho dele pendurada na parede da barbearia. Eu vi! Bem, a maquete da futura API é impressionante e as mudanças que ocorrerão na área social do clube são radicais. Ao observar os detalhes da maquete percebe-se que o projeto modificará completamente a estrutura física tanto do atual e dasativado estádio quanto do clube. Recomendo a visita. Para saber mais, confira aqui.


Após conhecer a maquete, resolvi tomar umas cervas para aplacar a sede e o calor que fazia no clube. Quando me retirava, deparei-me com a exposição de vários cartunistas palmeirenses que ocorria no restaurante das piscinas. Trata-se deste pessoal. Os caras são feras!

Não permaneci muito tempo na exposição, pois o ambiente estava contaminado por vários carcamanos como ... bem, deixa prá lá.

Voltei para casa ... chapado e ainda puto pela ausência do Verdão nas finais da CSA 10.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Torcida que canta e vibra

Torcedor que é torcedor de verdade e não apenas simpatizante (há muitos destes por aí - inclusive no Verdão), mesmo após as derrotas mais doídas, lambe as feridas e se prepara para novas batalhas.

Aprendi muito cedo a amar o Palmeiras: meu coração palmeirense vibra com o alviverde há mais de quatro décadas, desde a época da primeira academia na década de sessenta do século passado. Portanto, calculo, a grosso modo, que foram perto de uma centena os campeonatos, copas e torneios nos quais torci intensamente pelo Palmeiras. Em boa parte dos jogos dessas competições, estive presente nas arquibancadas do Palestra Itália (minha segunda casa).

Durante a maior parte dessas décadas pouco me interessei pela política interna da SEP. Apenas nos últimos anos, após a co-gestão com a Parmalat, prestei um pouco mais de atenção sobre o que fazem os carcamanos que dirigem o clube. Confesso, que fiquei esperançoso e torci muito pelo sucesso de Belluzzo, Cipullo & Cia. Por isso acompanhei mais de perto a "vida intestina" do clube nos últimos quatro anos. A frustração com esse grupo de carcamanos foi enorme. Por isso a desesperança com todos aqueles que se apossaram da SEP.

Enquanto o clube permanecer dominado pelas pessoas que o conduziram nesta última década (atuais situação e oposição), muito pouco o torcedor palmeirense terá a comemorar. Apenas a mudança radical nos quadros diretivos da SEP permitirá a manutenção do Palmeiras como o gigante verde que sempre foi. No entanto, nos próximos anos, seguramente isto não ocorrerá.

O que fazer? Como o torcedor palmeirense poder alterar o statu quo existente nas alamedas do Palestra Itália?

Só há um caminho: o torcedor palmeirense deveria associar-se maciçamente ao clube e por meio do voto "tomar" o Conselho Deliberativo da SEP. Se não houver a apropriação do clube pelos torcedores palmeirenses, os carcamanos continuarão dando as cartas e as repartindo entre si.

Alguns palmeirenses já estimulam e realizam movimentos nesta direção. É preciso intensificar este movimento de maneira urgente.

Portanto, palmeirense, fique sócio do clube e interfira na política da SEP. Aproprie-se do que é seu.

Apenas a "torcida que canta e vibra" pode salvar a SEP das mãos dos carcamanos egoístas, vaidosos e incompetentes que, novamente, se preparam para partilhar o clube entre si.
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domingo, 5 de dezembro de 2010

Derradeiro

O Palmeiras faz hoje o derradeiro jogo da década. Uma década perdida.

A despedida não poderia ser mais melancólica ... com a maior parte do elenco já "curtindo" as suas não merecidas férias, o time será uma mistura sinistra de jogadores reservas e oriundos da base. O jogo não vale nada para o Palmeiras e Felipão terá a oportunidade de avaliar um ou outro jogador. O Verdão, certamente, se despedirá da década com uma derrota - o que simboliza a década que termina.

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A famosa listinha de dispensas e contratações, característica dos finais de temporada, já ocupa destacado espaço na mídia palestrina e esportiva. Confesso que, no momento, estou sem tesão para avaliar e comentar sobre quem o Palmeiras deveria dispensar e quem deveria contratar. Mas, certamente, em outro momento, palpitarei sobre o elenco alviverde.

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A década que se encerra foi muito ruim e o futuro imediato da SEP é incerto. Mas, apesar dos malditos carcamanos, o Palmeiras empurrado pela paixão e pela força de sua imensa torcida irá superar as enormes dificuldades e voltará a triunfar.

Vencer é a sina da Sociedade Esportiva Palmeiras!
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sábado, 4 de dezembro de 2010

Muda Palmeiras. Mudou?

A primeira vez que ouvi falar sobre o hoje conhecido - e esfacelado - Muda Palmeiras foi em janeiro de 2003, nas eleiçoes que mantiveram Mustafá na presidência do clube.




(*) Clique na imagem para aumentar. Crédito: site Palestrinos.

O grupo chegou ao poder na SEP pela porta dos fundos quando, em 2007, aliou-se ao então presidente Della Mônica. Conduzido por Cipullo - um dos cardeais do Muda - o grupo assumiu o comando do futebol profissional do Palmeiras (dentre outros setores do clube). Em janeiro de 2009, o grupo tornou-se o "manda-chuva" ao eleger Belluzzo (que era diretor de planejamento) presidente do Palmeiras.

Nos quatro últimos anos nos quais foi o gestor do futebol da SEP, o Muda Palmeiras levou o time à conquista do Paulistão 2008. Nas demais competições fracassou - algumas com requintes de crueldade que entristeceram e fizeram sofrer a grande torcida palmeirense.

O Muda Palmeiras mostrou-se incompetente na gestão da SEP e inábil na condução política junto aos diversos grupos de carcamanos, dentre os quais eles próprios. Empurraram o ex-presidente Della Mônica para a oposição e degladiaram-se entre si (Pescarmona X Cipullo).

Assim, além de fortalecerem a oposição (representada por Mustafá & Cia), conseguiram enfraquecer a situação.

O Muda Palmeiras não conseguiu mudar o Palmeiras para melhor. Fracassaram de maneira contundente. Seus líderes mostraram-se incapazes de atingir os objetivos aos quais se propuzeram.

Em agosto, escrevi três posts intitulados Carcamanos 1, 2 e 3. Meu objetivo era mostrar que o Campeão do Século XX está sendo liderado, desde os final da década de 70 do século passado, por uma geração de carcamanos incapazes e perdedores. Apenas a co-gestão com a Parmalat, que durou aproximadamente oito anos na década de 90, conseguiu manter a SEP no mesmo nível das conquistas anteriores. Infelizmente, o Palmeiras deve estar perdendo espaço para os rivais, entre os torcedores mais jovens, como demonstraram recentes pesquisas.

O legado do Muda Palmeiras é a condução da SEP para um futuro incerto.

A SEP é um gigante e nunca se apequenará. Mesmo nos momentos mais difíceis e críticos, a vitalidade de sua imensa e apaixonada torcida manterá o Palmeiras forte. Mas, torna-se cada dia mais evidente a necessidade preemente de separar o clube social do futebol e tornar a gestão deste profissional.

Mas, os carcamanos permitirão?
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quem leva?

Palaia X Nobre X Tirone

No momento, penso que Tirone ... com folga.

Mas, as eleições na SEP serão apenas em janeiro. Até lá, o quadro pode ser alterado. Porém, não acredito que ocorra união entre os candidatos Palaia e Nobre. Assim, em janeiro próximo, os carcamanos oposicionistas deverão retornar ao poder.

Quais seriam as consequências?

O diabo é tão feio quanto pintam?

Tirone seria um títere de Mustafá? Paralisaria as obras da API? Demitiria Felipão? Reproduziria o modelo "bom e barato"?

Afinal, quem é Tirone? Quais suas propostas?

Bem, pretendo pesquisar e, caso encontre algo relevante, desprovido de pré-julgamento, comentarei aqui no blog.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Eles conseguirão

O Palmeiras ainda é o time com maiores conquistas no âmbito nacional.



(*) crédito da imagem: Blog do RicaPerrone.

No entanto, a última conquista do Palmeiras ocorreu em 1998 quando, sob o comando de Felipão e com a parceria da Parmalat, ganhou a Copa do Brasil (o título da série B em 2003 não conta, né, Mustafá?).

Já se passaram 12 anos e neste período de tempo os principais rivais do Palmeiras estão se aproximando perigosamente. Os carcamanos que se apossaram da SEP e a tratam como um feudo são os responsáveis por mais de uma década de jejum de títulos nacionais. E, ao que tudo indica, não pretendem sair das alamedas do Palestra Itália tão cedo. Ainda conseguirão perder a liderança nacional do Palmeiras! É uma questão de tempo e de perseverança destes carcamanos incompetentes.

Pobre torcedor palmeirense ...
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Presidente nota zero

Belluzzo reassumiu a presidência da SEP há poucos dias. Estava afastado para recuperar-se da cirurgia realizada em seu coração palmeirense. Mas, seu mandato está no fim. Restam poucas semanas. Já é possível avaliar o seu desempenho como presidente do Palmeiras.

Beluzzo assumiu o comando da SEP como a grande esperança de milhões de palmeirenses. A expectativa era de que Belluzzo:

1. "pacificaria" o clube reduzindo ou amenizando as diferenças entre as várias facções de carcamanos que infectam o Palmeiras,

2. promoveria a democratização política ampliando a participação dos palmeirenses tanto nos processos eleitorais quanto na administração dos diversos departamentos da SEP,

3. tornaria o clube mais competitivo por meio de práticas modernas e eficientes de gestão,

4. investiria intensamente nas categorias de base do futebol,

5. transformaria o departamento de futebol profissional em uma administração realmente profissional (afastando os diretores amadores e contratando pessoal capacitado no marcado),

6. alavancaria a "marca Palmeiras" no mercado com importantes ações de marketing,

7. implantaria um programa de "sócio-torcedor" eficiente,

8. reduziria o déficit financeiro,

9. iniciaria a construção da Arena Palestra Itália com segurança e transparência,

10. e, também e principalmente, formaria um time de futebol competitivo, com elenco de qualidade, capaz de disputar com reais chances de conquista todos os campeonatos que disputasse.

Se cada ítem acima descrito valesse um ponto, Belluzzo tirou nota zero!

Afirmo isso com dor em meu coração palmeirense. Penso que Belluzzo é um palmeirense "do bem". Não consigo enxergar má índole em Belluzzo e, sinceramente, acredito que é um homem de excelente caráter.

Mas, infelizmente, fracassou como líder e gestor da SEP.

Suas últimas semanas como presidente serão um sussuro pálido de melancolia e tristeza.

A alegria e a esperança que senti - ao lado de dezenas de palmeirenses que representavam milhões - naquela já distante madrugada de janeiro de 2009 quando, agarrado aos portões do Palestra Itália, saudei, cantei e vibrei com a eleição de Belluzzo, foram substituídas por tristeza e desesperança.

O professor Belluzzo não tinha o direito de fracassar de maneira tão contundente como o fêz.

Por outro lado, o fracasso não é exclusivo de Belluzzo. A culpa deve ser compartilhada pelo grupo de carcamanos que o apoiou e que durante todo o seu mandato contribuiu para o insucesso da gestão Belluzzo. Nenhum deles têm o direito de esquivarem-se da enorme responsabilidade da atual situação na qual se encontra a SEP. Se houvesse um lampejo apenas de nobreza em suas almas frívolas e mesquinhas, se afastariam do clube ... para sempre.

A pior consequência do fracasso da gestão Belluzzo foi permitir a ressuscitação das forças oposicionistas, lideradas por Mustafá, que, infelizmente, tornaram-se favoritas para retomarem o poder no clube. Belluzzo - e seu grupo de aliados - não tinha o direito de fracassarem. Era sabido e esperado que o fracasso permitiria o fortalecimento dos oposicionistas que, no momento, ansiosamente, contam os dias para reassumirem a SEP.

Mas, creio que ainda há uma pequena chance de se evitar o pior. Para isso faz-se necessário que os carcamanos situacionistas sejam altivos, generosos, honrados. Esqueçam a soberba, a arrogância, o egoísmo.

Que sejam verdadeiramente ... nobres!
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