sábado, 27 de fevereiro de 2010
Rumo ao G4
Zago projeta três vitórias seguidas (amanhã, em Rio Claro, e nos dois jogos seguintes que serão no Palestra Itália - contra o Santo André e o Sertãozinho) para ficar no G4. É o que espera todo torcedor palmeirense.
Aparentemente a tormenta que atingiu o Verdão após o jogo contra o São Caetano dissipou-se e o "astral" dos jogadores melhorou, i.é, a confiança está retornando ao elenco. A torcida ainda anda desconfiada, meio que olhando de lado, para o chão. Vencer os próximos três jogos e retornar ao G4 são pré-requesitos para a maioria dos palmeirenses voltar a acreditar no time e quem sabe ... também na diretoria.
Portanto, ganhar em Rio Claro é fundamental.
Pierre (por suspensão), Márcio Araújo e Figueroa (ambos por contusão) estão fora do jogo. A boa notícia é o retorno de Cleiton Xavier (que foi poupado na quinta-feira passada). Wendel e Lenny também retornam. Assim, provavelmente, o Verdão deverá iniciar o jogo com:
Marcos, Wendel, Léo, Danilo, Eduardo, Edinho, Souza, Cleiton Xavier, Diego Souza, Marquinhos (Lenny?) e Robert. A formação do banco de reservas deve ser: Deola, Gualberto, Armero, Fernando (da base), D. Sacconi, Ivo e Lenny (Marquinhos?).
Certamente não é o time dos sonhos do torcedor palmeirense, mas ... é um bom time. Se os jogadores estiverem confiantes e motivados a possibilidade de vitória será enorme.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Cada um na sua ou ...
Detonar os bambis - especialmente após 3 dias de muitas incertezas - é bom de mais. Com olé fica melhor ainda. Portanto, nada de muitas análises e comentários. Basta a vitória.
AC Zago fez o que sempre pedi neste blog: 4-4-2 (com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes). Sem improvisações, i.é., cada um na sua! É só continuar assim que as "coisas" se acertam. E o novo técnico palmeirense afirmou o que o torcedor palmeirense (pelo menos os mais "rodados" como eu) sempre defenderam: bola no chão, de pé em pé, com jogo jogado. Os gols de cruzamentos também são importantes (como foi demonstrado ontem) porém é o complemento, não o principal.
Afirmei que a diretoria estava no caminho certo neste início de temporada. Zago também está.
Parabéns Belluzzo e Cipullo! Parabéns Zago!
Forza, Palmeiras!
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Meu apoio permanece inalterado
Também indiquei e apoiei a reformulação gradual e sólida do elenco palmeirense que se traduziam por: expurgo de vários jogadores contratados por Luxemburgo - indiquei quais jogadores deveriam sair -, poucas e pontuais contratações e "promoção" de alguns garotos da base.
Sabia que os resultados não seriam imediatos e por isso critiquei a elevação dos xingamentos realizados pelo "bloco dos cornetas" e arautos do apocalipse".
A impaciência de parte da torcida palmeirense (reflexo esperado pelas repetidas frustrações) transformou-se em uma verdadeira "crise de confiança" com relação a qualidade e potencialidade do atual elenco alviverde e, também, a exigência por contratações de jogadores diferenciados, i.é., craques com altíssimo custo (algo fora da realidade financeira do Verdão). Pensava que essa situação poderia influenciar (e certamente influenciou) o rompimento do tênue equilíbrio que Belluzzo tentava manter entre as forças aliadas que disputavam (e ainda disputam) o comando do futebol palmeirense.
A ocorrência da "tormenta", que desde a última quarta-feira cai copiosamente no Palestra Itália, era um cenário possível e tal qual um "tigre sorrateiro e maligno" esperava pela oportunidade de atacar. Os fatos ocorridos nos últimos três dias aumentaram perigosamente o risco de surgir importante crise organizacional e institucional na SEP. No momento, penso que assistimos aos primeiros sinais desta indesejável crise. Belluzzo foi arrastado para dentro dela e "aparentemente" escolheu um dos lados beligerantes.
Mas, Belluzzo, diferente do que andam afirmando por aí, não é uma "rainha da Inglaterra". Penso que Belluzzo foi o responsável maior pelo surgimento da atual crise. No ano passado, ao demitir "apenas" Luxemburgo e contratar o técnico Muricy Ramalho - sob os protestos dos "senhores do futebol" da SEP -, o conhecido e admirado intelectual cometeu seu maior e decisivo erro na exercício da presidência da SEP.
Na ocasião, indiquei que a demissão isolada de Luxemburgo era um enorme erro. A opção correta seria a saída de todos - Luxemburgo, Cipullo e subordinados - ou a permanência de todos. Como eu acreditava que não haveria condições políticas de afastar Cipullo, "bradei" neste blog pela permanência de Luxemburgo até o final da temporada 2009.
Belluzzo era ciente das consequências de um fracasso no futebol. Investiu pesado na manutenção e fortalecimento do elenco gastando recursos que o Palmeiras não tinha. Por isso reagiu de maneira intempestiva - apesar de apenas dizer verdades - à safadeza ocorrida no Maracanã.
Aparentemente, Cipullo comportou-se de maneira ética e "ficou na dele". Não sei de um ato sequer que Cipullo tenha feito para boicotar Muricy durante o BR 09. Já afirmei várias vezes - aqui no blog - que o maior erro de Cipullo foi entregar o futebol da SEP para Luxemburgo. Por isso, cheguei a indicar a saída de Cipullo do comando do futebol do Palmeiras. Porém, boicotar Muricy e tramar contra Belluzzo são pecados que não podem ser imputados à Cipullo.
No final de 2009 - pelo que afirmam por aí - Cipullo apresentou à Belluzzo a proposta de trocar Muricy por Dorival Jr. Diante da recusa de Belluzzo, Cipullo teria colocado seu cargo à disposição. Belluzzo o demoveu da idéia e manteve a ambos. Naquele momento, eu apoiei a decisão de Belluzzo. O erro já tinha sido cometido anteriormente. Imaginei que seria possível a convivência de ambos (Cipullo e Muricy) e que os mesmos somariam esforços para a reformulação que citei anteriormente.
Penso que tentaram, porém a cruel realidade moeu impiedosamente o "arranjo" costurado por Belluzzo. As fraquezas e fragilidades de todos - Cipullo, Muricy e jogadores - entornaram o caldo!
Em outros posts, se achar pertinente e oportuno, analisarei a tal situação que "não deu liga", pois é exatamente o que penso: não houve conspiração alguma, não houve boicote, não houve "corpo mole" - nem dos jogadores, nem dos dirigentes do futebol da SEP! Apenas não deu liga entre os diferentes atores desta difícil engrenagem - dirigentes, técnico e jogadores. As características, personalidades, atributos, crenças e outras "coisitas" mais dos envolvidos não se encaixaram. E "explodiram", ou melhor, "implodiram" a condução que foi combinada entre todos, inclusive Belluzzo.
Acho equivocada e indevida a exagerada cobrança e xingamentos que boa parte dos torcedores palmeirenses direcionam à Cipullo e, agora, também à Belluzzo. São atitudes conduzidas pela emoção que anos de frustração impõem ao torcedor palmeirense.
A implosão que citei acima exigiu novas decisões de Belluzzo. As escolhas foram corretas? Os arranjos políticos se sobrepuseram ao que seria correto? Quais riscos para os atuais situacionistas traria a insistência com Muricy? Antônio Carlos é uma escolha adequada para técnico do Verdão? A Traffic transformará o Palmeiras em um "balcão" de negócios"? Seraphim Del Grande atuará como um vigilante e necessário fator moderador e será um "guardião" dos interesses da SEP no departamento de futebol? Quem assumirá a gerência de futebol no lugar do desgastado e descartado Toninho Cicílio? Quais serão as possíveis consequências para os arranjos e alianças políticas na SEP?
Penso que antes de emitir uma opinião mais contundente gostaria de me informar e refletir melhor sobre tudo isso e muito mais. Aliás, era o que eu esperava de boa parte dos blogueiros e formadores de opinião da chamada Mídia Palestrina. Penso que muitos se precipitaram ...
Como acredito na boa índole de Belluzzo e estou convencido que suas decisões - embora, às vezes, equivocadas - são tomadas para o bem da SEP, reitero meu apoio ao presidente.
E, amanhã, como foi na última quarta-feira, faça chuva ou faça sol, estarei mais uma vez na arquibancada do Palestra Itália torcendo pelo Palmeiras.
Porém, esperançoso pelo fim da "tormenta" que estacionou sobre as alamedas alviverdes da Turiaçú.
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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Crise de confiança ou ...
Após a conquista do Paulistão 08, o torcedor palmeirense imaginou que a "idade das trevas" - provocada por Mustafá e seguidores - estava superada e o futebol profissional do Palmeiras entraria em um novo "ciclo vitorioso".
A confiança do palmeirense aumentou ainda mais após as aprovações da "modernização" das dependências do clube social e da construção da Arena Palestra Itália, fatos ocorridos ainda em 2008.
A perda do BR 08 foi interpretada como um acidente de percurso, rapidamente atenuada com a eleição do professor Belluzzo como presidente da SEP. A oposição havia sido novamente derrotada e caminhava para os "ralos de esgoto" das Alamedas da Turiaçú para nunca mais incomodar. Belluzzo conduziria a SEP para uma gestão moderna e profissional. E nada melhor que um renomado economista para "arrumar" as finanças do clube.
A parceria com a Traffic e a condução do futebol profissional pelo manager Luxemburgo indicavam que as conquistas estavam próximas e que o Gigante Alviverde havia despertado de seu letárgico sono "mustafaniano".
Tudo parecia ir muito bem e a CONFIANÇA do torcedor palmeirense era altíssima.
Mas, as coisas não aconteceram como acreditou o torcedor palmeirense. O Palmeiras foi eliminado do Paulistão 09 e da Libertadores 09 por equipes com qualidade técnica e potencial inferior ao Verdão. Belluzzo demitiu Luxemburgo e contratou Muricy que estreiou com vitória e liderança no BR 09. Liderança esta que se manteve por 19 rodadas! A distância para o sonhado título era pequena e a confiança era grande. Mas ... uma queda de rendimento do time alviverde - até hoje não compreendida pelo torcedor palmeirense - afastou o Palmeiras do título e da cobiçada vaga para a Libertadores 10.
Decepção, frustração, raiva, tristeza ... assim foi o final da temporada para o torcedor palmeirense. Um grande sentimento de perda!
Por outro lado, Belluzzo se complica devida às suas emotivas declarações, a Arena Palestra Itália não sai do papel e a oposição mustafenta retorna dos esgotos para assombrar o torcedor palmeirense.
A crença na competência dos "senhores do futebol da SEP", ou seja, Cipullo e Cia., vai para o "ralo". O técnico Muricy volta a ser questionado. A Traffic recolhe-se e "fecha os cofres".
A temporada de futebol na SEP iniciou-se em 2010 com novas estratégias implantadas por Belluzzo e Cipullo. A ordem é reduzir os custos do futebol profissional. Assim, o elenco sofre um correto e necessário expurgo (que ainda não foi concluído), as contratações são poucas e focadas (e, também, ainda não foram concluídas), jovens promessas da base são "alavancadas" ao elenco principal e a Traffic não contrata ninguém.
Os resultados obtidos nos primeiros jogos da temporada de 2010 e a ausência de contratações "bombásticas" agravam o sentimento de boa parte dos torcedores palmeirenses que mergulham em uma autêntica "CRISE DE CONFIANÇA"!
Um sentimento coletivo de insegurança com relação ao futuro do time e da política na SEP geram crenças e expectativas da iminente ocorrência dos piores acontecimentos para o torcedor palmeirense. Tanto nos resultados do futebol quanto no retorno dos mustafentos. Este sentimento coletivo pode, por si próprio, desencadear tais acontecimentos negativos, ou, pelo menos, aumentar a probabilidade de que eles venham a ocorrer, como uma profecia auto-realizável. Assim, muitos palmeirenses, tomados por uma autêntica "crise de confiança", podem induzir - inconscientemente - um "comportamento de manada" provocando situações nas quais os demais palmeirenses reagem em grupo, todos da mesma maneira ("pessimista", "negativista") tanto na forma quanto no conteúdo de suas elevadas e contundentes críticas.
Embora não exista uma direção planejada (a não ser que deliberadamente os mustafentos tenham se infiltrado e estimulem os "arautos do apocalipse" ou então engordem o "bloco dos cornetas"), o torcedor palmeirense ao xingar, ironizar, ridicularizar, tanto os dirigentes quanto os jogadores do Palmeiras, pode contribuir para a ocorrência do "efeito dominó" - exacerbado pela impren$inha - e, assim, instalar de vez uma crise de credibilidade profunda no Palmeiras.
Da euforia de um ano atrás à descrença atual - tal qual a "mania das tulipas"! - a crise de confiança que vejo tomar conta de boa parte dos torcedores palmeirenses pode desencadear uma verdadeira crise institucional e organizacional na SEP. Um cenário possível e desejável pelos rivais, inimigos e principalmente por Mustafá e seus seguidores.
Por isso, apesar de criticar:
- Cipullo, pois entregou o futebol da SEP para Luxemburgo.
- Muricy, pois não gosto de seu "estilo" de jogo.
- Diego Souza, pois é um individualista sonolento.
- alguns outros jogadores, pois estão aquém das tradições do Verdão.
Reafirmo meu total apoio à todos - presidente, "senhores do futebol", técnico, comissão técnica e todos os jogadores (do atrapalhado Armero ao sonolento Diego Souza).
FORZA, PALMEIRAS!
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sábado, 13 de fevereiro de 2010
O bloco dos cornetas ou ...
Enquanto os "senhores do futebol" da SEP ainda buscam os necessários jogadores ofensivos para o Palmeiras, parte significativa da torcida palmeirense aumenta suas críticas à diretoria, ao técnico e aos jogadores do Verdão.
Após o empate contra o Botafogo de Ribeirão Preto, o "bloco dos cornetas" aumentou o volume do barulho e direciona vários xingamentos aos que compõem o futebol profissional da SEP.
A insatisfação é grande tanto com os resultados dos jogos quanto com a atitude e desempenho dos jogadores em campo. E se estende para Muricy, Cipullo (e seus comandados). Belluzzo é poupado ... ainda! Mas será uma questão de tempo até os apupos atingirem o presidente da SEP.
O caminho que a diretoria da SEP escolheu no início desta temporada de futebol desagrada boa parte da torcida alviverde, porém ... não a mim!
A redução do elenco palmeirense era necessária. Luxemburgo - com a concordância de Cipullo - inchou o Palmeiras de jogadores que não renderam o esperado. E o somatório destes consumia recursos financeiros que o Palmeiras, infelizmente, não tinha e ... não tem. O fracasso na temporada passada tornou imprescindível a dispensa de vários jogadores e a redução do custo financeiro do departamento de futebol profissional. Parece que os torcedores se esqueceram da recente investida da fétida oposição da SEP nas contas de 2009. Belluzzo foi pressionado de maneira contundente e covarde! Mas, independente da ação mesquinha e interesseira dos comandados de Mustafá, reitero, era necessária a dispensa de vários jogadores.
Nos últimos dias o volante Sandro Silva foi corretamente dispensado. Penso que o próximo a sair será o jogador Marquinhos.
O elenco de futebol do Palmeiras está sofrendo profunda reformulação e com estratégia diferente da ocorrida no início de 2008 e 2009. Fica evidente a redução de investimentos da parceira - Traffic - e a busca por valores na base do próprio Palmeiras.
As contratações são poucas e focadas. Nenhum jogador de alto custo chegará no primeiro semestre, i.é., antes da Copa do Mundo. Acredito que apenas dois atacantes serão contratados até o final do mês de fevereiro, ou, ainda, durante o mês de março.
Portanto, as próximas semanas serão tensas, especialmente se o time não conseguir os resultados necessários e esperados pelos exigentes e insatisfeitos torcedores palmeirenses.
O "bloco dos cornetas" ganhou um grande impulso neste carnaval e, acredito, permanecerá forte, mesmo após a quarta-feira de cinzas.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Alto risco
Dois nomes são de jogadores brasileiros que atuam há muito tempo no futebol europeu: o meia Lincoln e o atacante Ewerthon. As últimas "repatriações" promovidas pelo Palmeiras não foram muito exitosas. Apenas Kléber foi bem. Robert está longe de ser um sucesso. Edmilson, Mozart e Vagner Love fracassaram.
Portanto, "repatriar" jogadores é uma aposta de alto risco. Diante da escassez de bons jogadores - a preço baixo no mercado - é o melhor que a diretoria da SEP pode fazer.
Minha torcida é grande para que, desta vez, o Palmeiras tenha sucesso.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
"Malhar" Cipullo e Cia.
Tornou-se “modismo” entre os torcedores palmeirenses “malhar” a diretoria de futebol profissional da SEP. Cipullo e subordinados tornaram-se inimigos nº 01 da grande maioria dos palmeirenses que opinam na rede virtual. A pressão é enorme e a tendência é por seu crescimento exponencial.
Acho totalmente equivocada esta postura. Vou além: penso que representa uma grande contribuição para a desestabilização do, hoje, “claudicante” Palmeiras.
Retornando no “túnel do tempo” alviverde, verifica-se que Cipullo assumiu o departamento profissional de futebol da SEP, no final do primeiro mandato do presidente Della Mônica, como resultado de uma aliança política que aproximou ex-aliados de Mustafá com o grupo de Cipullo e Belluzzo. A aliança fez-se vitoriosa nas eleições de janeiro de 2007 e Cipullo deu início ao processo de reformulação do futebol da SEP.
O técnico Caio Júnior foi contratado e o elenco reformulado. O fracasso nas disputas do Paulistão 07 e Copa do Brasil 07 (lembram-se do bandeirinha safado?) tornou-se frustrante com a não classificação para a Copa Libertadores 08 (graças à patética derrota para o Patético Mineiro
Enquanto Cipullo conduzia o futebol profissional, Belluzzo implantava o departamento de planejamento - criado por encomenda para abrigar o renomado economista – e buscava alternativas para “alavancar” as já então corroídas finanças da SEP. As experiências realizadas na ocasião – p.ex. a tal “cesta de jogadores” – foram um balão de ensaio que culminou na parceria com a Traffic.
No início da temporada de 2008 (2° ano de Cipullo) a SEP mudou o “modelo de negócio” praticado pelo departamento de futebol profissional. A pessoa escolhida para conduzir o projeto foi Luxemburgo. Assim, em janeiro de 2008, o “profêxo” assume o futebol do Palmeiras. Para “o bem e para o mal”! Uma idéia audaciosa que caso fosse bem conduzida – com práticas ... digamos, éticas e competentes – poderia transformar o Palmeiras em uma máquina de ganhar títulos.
A conquista do Paulistão de 2008 determinou a “quase” “terceirização” do futebol da SEP para “Luxemburgo S.A.” e Cipullo foi cuidar da “política intestina” da SEP. Esta fervilhava com as necessárias aprovações da Arena Palestra Itália no Conselho Deliberativo e na Assembléia dos sócios, novo mandato para Della Mônica e eleição para presidente e vices, entre outras “coisitas” mais.
Assim, conchavos, conchavos e mais conchavos absorveram Cipullo. Enquanto isso, Luxemburgo “deitava e rolava” nas decisões relativas ao futebol. Não existia nenhum fator moderador que impedisse os mandos e desmandos de Luxemburgo.
ESTE FOI O MAIOR ERRO DE CIPULLO: entregar nas mãos de Luxemburgo o futebol profissional da SEP. (E, certamente, Belluzzo estava de acordo).
Na ocasião (2º semestre de 2008), poucos torcedores palmeirenses se manifestaram contrários ao que ocorria na SEP. Na ocasião, poucos cobraram Cipullo pela “terceirização” do futebol do Palmeiras.
O fracasso no Brasileirão 2008 foi debitado apenas aos jogadores “mercenários, chinelinhos e pipoqueiros” que, assim, foram escolhidos como “bodes expiatórios” pelo ocorrido no 2º semestre de 2008 e devidamente excluídos do elenco palmeirense. Cipullo e Luxemburgo foram devidamente blindados pelo resultado frustrante, ou seja, a perda do Brasileirão 08.
A política era mais importante e a manutenção do statu quo o objetivo a ser alcançado. A atenção de todos voltou-se para a eleição de Belluzzo e Luxemburgo manteve-se livre, leve e solto no exercício de comandante do futebol na SEP. Não de direito, mas de fato!
Com a concordância e o aplauso da grande maioria dos torcedores palmeirenses, Belluzzo foi eleito, Cipullo manteve-se na diretoria de futebol enquanto Luxemburgo mantinha-se como o “manda-chuva”.
Mais uma vez, Cipullo foi poupado.
Apesar de ser um crítico severo de Luxemburgo, discordei da demissão solitária do técnico. Belluzzo errou. Eu advogava, na ocasião, pela manutenção de todos, i.é., Cipullo, seus subordinados e Luxemburgo até o final da temporada de 2009. Ao término desta avaliaria-se os resultados e decidiria-se pela continuidade ou mudança do comando técnico do futebol profissional da SEP. A dispensa de Luxemburgo no meio da temporada deveria ser acompanhada pela dispensa de todo o comando do futebol da SEP.
Ao dispensar Luxemburgo, contratar Muricy e manter Cipullo (e os seus) – que gerou poucos protestos entre os torcedores palmeirenses -, Belluzzo tornou-se tão responsável quanto os demais citados pelo fracasso colossal ocorrido no 2° semestre de 2009.
Por isso discordei da exigência de muitos pela saída de Muricy (apesar de ter me manifestado contrário à sua contratação como técnico do Palmeiras) e também de Cipullo (e os seus) no final de 2010. Ainda mais sob a enorme pressão dos oportunistas que até então aplaudiam e blindavam os dirigentes do futebol da SEP. Advoguei pela permanência de todos e aplaudi a decisão de Belluzzo quando afirmou que não haveria mudanças. Estão todos no mesmo barco.
Penso que Cipullo, Belluzzo e seus aliados devem permanecer no comando da SEP até o final da temporada 2010. Todos, no decorrer dos três últimos anos, escolheram os caminhos que achavam os melhores para a SEP. Erraram em vários deles. Se continuarem fracassando, a fatura será paga por todos eles.
Portanto, “malhar” apenas Cipullo (e os seus) e “poupar” Belluzo é um grande equívoco.
Um erro cometido por ingenuidade ou por oportunismo.
ps 1: continuo pensando que as decisões dos “senhores do futebol da SEP” estão no caminho certo neste início de 2010:
- limpar o elenco das heranças de Luxemburgo (ainda restam algumas),
- contratar (de maneira cirúrgica) jogadores de boa qualidade técnica,
- promover alguns garotos da base.
ps 2: neste momento, mais do que em vezes anteriores, apoio Belluzzo e Cipullo. Eles já esgotaram a “cota de erros” e ainda é possível acertar.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Injustiça no derby ou ...
Concordo com Muricy. A derrota no derby, ontem, foi injusta.
Mais uma que os “deuses do futebol” aprontaram para o Verdão.
Está certo que faltou competência (e um pouco de sorte) nas finalizações, mas o Palmeiras criou 5 / 6 chances claras de gol, pressionou o tempo todo e, apenas!, falhou nas finalizações. Ah, e enfrentou uma equipe totalmente “retrancada”, que jogou como um autêntico “timinho” – o que, de fato, é.
O árbitro é um fanfarrão. Após ver-se obrigado a expulsar o “arrumador de meias”, apitou de forma tendenciosa e sem critério. Cleiton Xavier deixou isso claro ao apontar a “sacanagem” deste pilantra. Mais um que “opera” o Palmeiras na “cara dura”.
Os “arautos do apocalipse” soam as suas cornetas “a plenos pulmões”. Desculpem-me os poucos amigos e amigas que ainda lêem este blog, mas o que tem de bobagem sendo escrita por aí é uma grandeza.
Continuo opinando no sentido de afirmar que “os senhores do futebol da SEP” estão no caminho certo. Espero que Belluzzo & Cia mantenham a calma, não cedam à pressão e apenas contratem jogadores de ótima qualidade técnica (um meia e dois atacantes – um veloz, driblador, que jogue pelas pontas e um finalizador mais centralizado na área). Exemplificando: jogadores com o perfil de Alex Cabeção, Paulo Nunes e Oséas (do passado) ou Ramos, Afonso e Miguel (do futuro).
A diretoria da SEP sabe que precisa destes reforços. E eles virão. Certamente não no momento desejável, pois este – o início da temporada - já se foi. No entanto, ainda há tempo para corrigir a fragilidade ofensiva do Palmeiras.
Continuo afirmando que tanto as finais do Paulistão quanto o momento mais crítico da Copa do Brasil ocorrerão apenas em abril. Portanto, a diretoria da SEP tem, ainda, todo o mês de fevereiro para contratar 3 ou 4 jogadores que cheguem para a titularidade. Apenas inchar o elenco de jogadores medianos será um desperdício de dinheiro e não levará a nada.
Reitero que as dispensas de jogadores ocorridas até o momento foram necessárias e adequadas. Eram jogadores que quase nada agregavam à qualidade do elenco e apenas “sangravam as finanças” já exauridas da SEP. Portanto, quando criticam a diretoria da SEP pelo fato do Palmeiras ter dispensado mais do que o dobro de jogadores do que contratou até o momento, minha argumentação é no sentido de que “era exatamente isto o que deveria ter sido feito”. Salvo uma ou outra divergência pontual, os que saíram tinham mesmo que sair. E, vou além, pois ainda há outros que deveriam ser dispensados - Sandro Silva, Lenny, Marquinhos e ... Armero! (obs: lamentável o que aconteceu ontem no Pacaembu com o jogador colombiano. Não há mais clima para a permanência do mesmo. É um erro insistir com alguns jogadores que já estão devidamente excluídos pela torcida. Armero é um deles. Para o bem dele mesmo, espero que rapidamente articulem sua saída da SEP).
Infelizmente, ontem, mais uma vez, ficou evidenciado que tanto Daniel quanto Willian não podem permanecer no elenco palmeirense. O motivo é um só: deficiência técnica. Ambos já tiveram tempo e chances para demonstrarem alguma qualidade e apenas confirmaram que não a possuem. Portanto, aumento a minha listinha de dispensas ao incluir os dois jogadores citados acima.
Assim, enquanto ainda procura por reforços no setor ofensivo do time, a diretoria de futebol da SEP deveria providenciar a saída de Armero, Sandro Silva, Willian, Marquinhos, Lenny e Daniel.
Quanto ao jogador Diego Souza, continuo advogando a sua saída do Palmeiras. Infelizmente, não foi possível a sua transferência para o exterior na “janela” que se finda hoje. Mas, ainda há outros mercados.
Quem sabe os “deuses do futebol” não intervenham e arrumem uma passagem só de ida de Diego Souza para as Arábias. E uma só de volta para “El Mago” Valdívia!
A falta de inspiração e finalização no derby de ontem seria facilmente suprida por aquele chileno de dribles fáceis e toque mágico.
Aliás, penso que a história do Palmeiras nestes últimos 16 meses seria outra, e bem melhor, se ao invés de ter vendido Valdívia, o diretor de futebol da SEP tivesse dispensado, na ocasião, o senhor Luxemburgo. Um erro grave de Cipullo & Cia (certamente o maior dentre muitos que ele cometeu à frente do futebol da SEP) pelo qual o Palmeiras padece até os dias de hoje.
Na ocasião, milhões de palmeirenses pediram, dentre os quais este blogueiro (confiram aqui), imploraram até, para a diretoria da SEP não negociar Valdívia. A diretoria fez-se de surda, ou melhor, ouviu apenas Luxemburgo. Para este pecado cometido por Cipullo, não há perdão.
Ontem, no Pacaembu, os deuses do futebol intervieram apenas para penalizarem Cipullo por seus erros graves. Espero que a “fatura” com as divindades tenha terminado no derby paulistano. Derby este, novamente disputado na sua verdadeira casa. Aliás, de onde nunca deveria ter saído.
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