1. No final de 2006 ocorreram sérias divergências entre os dois principais grupos que formavam a situação política da SEP. Mustafá e Della Mônica não acertaram os ponteiros, especialmente, sobre a sucessão presidencial.
2. As fraturas ocorridas na então situação permitiram a aliança entre Della Mônica e a então oposição, representada por alguns grupos, dentre os quais Belluzzo e Cipullo.
3. A vitória obtida no Conselho Deliberativo, no início de 2007, permitiu a reeleição de Della Mônica e conduziu Cipullo para o departamento de futebol e Belluzzo para o planejamento.
4. Com os cofres vazios, devido à péssima gestão financeira realizada no biênio 2005-06, o professor Belluzzo inovou ao implantar novas formas de captação de recursos, p. ex., a tal “Cesta de Jogadores” e também a aproximação com a empresa Traffic.
5. Caio Júnior foi contratado por Cipullo para técnico do time de futebol e foram realizadas algumas mudanças no elenco.
6. O fracasso do futebol do Palmeiras ocorrido no ano de 2007 que culminou com a perda da vaga na Libertadores 2008, ao ser derrotado no último jogo do Brasileirão em pleno Palestra Itália, acendeu todas a luzes de alerta dos dirigentes da SEP.
7. A oposição, capitaneada por Mustafá, aquecia as “cornetas e os punhais”.
8. A situação precisava tomar medidas drásticas diante do risco crescente de fracasso político nas eleições de 2009. Ganhar um campeonato em 2008 tornou-se vital para suas pretensões políticas.
9. No início de 2008, a SEP realiza parceria com a Traffic formatando um novo modelo de gestão do futebol. Cipullo entrega o comando do projeto ao “manager” Luxemburgo.
10. Em poucos meses, Luxemburgo reformula o elenco e ganha o Campeonato Paulista 08. O efeito colateral da conquista do título foi a ampliação dos poderes de Luxemburgo.
11. Tudo corria bem no reino de Luxa I. Porém, algo o incomodava. A estrela que mais brilhava não era a dele, mas sim, a de um certo chileno de sorriso fácil, de falas provocantes e de dribles mágicos que havia conquistado o coração dos palmeirenses. Era necessário expurgá-lo para outro reino. Assim, El Mago ganhou da diretoria da SEP um presente à moda grega: o ostracismo, no reino das Arábias.
12. A agenda da SEP ganha duas novas pautas que consumirão a atenção e o esforço de muitos palmeirenses: o projeto da Arena Palestra Itália e a proposta de continuísmo oportunista de Della Mônica.
13. Luxa I pilota o futebol do Palmeiras em céu de brigadeiro durante todo o segundo semestre de 2008. Fala e faz o que quer, como quer e não dá satisfações a ninguém. Com a conivência ou a omissão dos dirigentes situacionistas. Estes estão mais preocupados com a vida política da SEP que pega fogo na medida em que o final do ano se aproxima e o momento decisivo surge no horizonte.
14. A queda de rendimento do time nas partidas finais do brasileirão 08 que finda com a derrota para o Botafogo no Palestra Itália joga o Palmeiras para a fase classificatória da Libertadores 09 e “come” um mês do planejamento para 2009.
15. Os dirigentes do futebol bancam Luxemburgo, direcionam a culpa pelo fracasso ocorrido no segundo semestre para alguns jogadores e blindam a si próprios a ao técnico das críticas da oposição e da torcida. Enquanto isso, a torcida do Palmeiras encontrou uma nova paixão: o Gladiador Kleber! Este ocupa o espaço deixado por Valdívia e brilha mais que o treinador do Palmeiras no coração do torcedor alviverde. Mais um candidato ao ostracismo em terras distantes. Mas, os deuses do futebol intervêm e direcionaram o guerreiro verde para as Minas Gerais, tingindo-o de azul.
16. Inicia-se o ano de 2009 com dois desafios para os dirigentes da SEP: montar um elenco em três semanas para a disputa do Paulistão 09 e da fase classificatória da Libertadores 09 e disputar as eleições presidenciais com a velha aliança. Desta vez, estruturada em torno do nome do professor Belluzzo.
17. Neste ambiente político Luxa I continua reinando absoluto no futebol do Palmeiras.
18. A vitória de Belluzo, a manutenção de Cipullo na vice-presidência de futebol e o início esplendoroso e surpreendente do time em janeiro-fevereiro de 09 aquietam as críticas e protegem Luxemburgo.
19. Os que ousaram dirigir críticas ao treinador foram taxados de corneteiros ou aliados da oposição. Os confeiteiros blindaram Luxa I.
20. Quando não é mais possível tampar o “sol com a peneira” muitos que apoiavam o treinador agora pedem a sua cabeça. Tentam dar os anéis para não perderem os dedos.
21. Outros ainda tentam livrar a cara do “rei que está nu” jogando a culpa em determinados jogadores.
Se tudo o que foi indicado acima for FATO e não FICÇÃO, Luxa I e os dirigentes do futebol da SEP permanecerão no comando do futebol até o final do ano.
Tentarão ganhar o Brasileirão 09 e mostrar ao mundo que a escolha pelo caminho trilhado até agora foi correto.
Caso consigam, ficam com os louros da vitória. O torcedor palmeirense terá um ótimo final de ano e renovará as esperanças para 2010.
Caso percam, que todos – dirigentes do futebol, manager e comissão técnica – fiquem com o ônus do fracasso.
Se for para mexer agora, que saiam todos: dirigentes do futebol e manager.
Jogar a culpa apenas em alguns jogadores é covardia.
Jogar a culpa apenas no manager é querer “livrar a cara” dos dirigentes que implantaram o modelo atual de gestão de futebol na SEP.
Jogar a culpa em alguns jogadores e no manager é covardia e oportunismo.
Reitero, que fiquem todos!
Ou que saiam todos, inclusive e especialmente cada um dos incompetentes e omissos diretores responsáveis pelo futebol na SEP. Peçam para sair e deixem a “bomba explodir no colo do presidente”!
Ou, então, que o presidente chame a responsabilidade para si e coloque todos na rua!
Pedir, agora, apenas a cabeça de Luxemburgo?
Tão de brincadeira, né?